Viagens de negócios crescem em 2010

Empresas portuguesas aumentam viagens de negócios em 2010

Cerca de 40% das empresas portuguesas vão aumentar as suas viagens de negócios em 2010, depois da forte quebra de 2009 devido à recessão económica, segundo o Barómetro da Travelstore – American Express. A crise obrigou a uma optimização das deslocações dos trabalhadores que são vistas, cada vez mais, como um investimento e não um custo. Hoje, 91% das empresas nacionais detém uma política de viagens interna.



Depois da quebra registada em 2009, as viagens de negócio em Portugal vão voltar a crescer este ano 2010 acompanhando a recuperação da economia e com as empresas a apostar cada vez mais numa política interna de viagens e no online.

Viagens de Negócios

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Segundo o barómetro anual da Travelstore – American Express, 40% das empresas nacionais vão aumentar o volume de viagens de negócios em 2010. No ano passado, o volume de viagens profissionais sofreu uma descida de 25% no volume e de 17% nas transacções. Este ano, 35% das companhias vai manter o volume de viagens de negócios e um quarto do total admite reduzir esta rubrica.

A expansão no mercado nacional irá evoluir em linha com o resto da Europa, segundo o barómetro da Travelstore – American Express. No Velho Continente, 61% das companhias admitem manter os custos com viagens e 20% delas aumentar. O crescimento das viagens profissionais será mais sentido nas pequenas e médias empresas. “Penso que 2010 vai marcar um regresso à normalidade nas viagens de negócio depois da queda atípica de 2009″, segundo, Frédéric Frère, presidente executivo da Travelstore. “No ano passado as empresas fizeram o corte máximo que puderam nas viagens devido à crise, mas vamos assistir a um crescimento a partir deste ano. É insustentável as empresas manterem no longo prazo o volume de viagens verificado em 2009″, acrescentou o responsável.

Os efeitos da recessão económica no ano passado no segmento não provocou só uma queda no negócio com as empresas obrigadas a reduzir custos com deslocações. Obrigou também as companhias a optimizar as suas despesas com viagens e a adoptar uma politica mais profissional. No ano passado, cerca de dois terços (66%) das empresas portuguesas reduziram os seus orçamentos de viagens, com especial incidência nas grandes empresas onde 88% afirmaram ter diminuído este tipo de gastos.

O controlo de custos e planificação (41% do total) foi a principal razão apontada pelas empresas nacionais para reduzirem as viagens de negócios no passado, seguida da maior utilização de meios alternativos de comunicação (34%) como a videoconferência e da redução do número de reuniões (24%). As viagens para reuniões internas foram o tipo de deslocações profissionais mais afectadas nos cortes em 2009, um ponto afirmado por 34% das inquiridas. Seguiram-se nos cortes as conferências (15%) e as viagens para prospecção comercial e vendas (15%).

Em tempo de crise, quase metade das empresas nacionais (48%) reviu a sua política de viagens, adianta o barómetro da Travelstore. O principal objectivo foi o aumento da planificação (24%), a procura do preço mais reduzido (23%) e o reforço do controlo (19%). “A crise de 2009, obrigou as empresas a adoptar uma maior eficiência e profissionalismo nas viagens que representam uma boa parte das despesas da companhias e que, muitas vezes, não eram abordadas de forma profissional”, refere Frédéric Frère.

Esta mudança de atitude reflecte-se, por exemplo, no facto de as empresas nacionais terem passado a considerar as viagens como um investimento e não como um custo. No ano passado, 71% das empresas classificaram as deslocações de negócios como investimento face a 56% do ano anterior.

A adopção de uma política de viagens por parte das companhias também tem sido crescente nos últimos anos. Em 2009, 91% das companhias inquiridas no barómetro afirmou ter uma política de viagens na sua estrutura contra 85% do total no ano anterior.

A definição de uma política de viagens é também feita cada vez mais ao mais alto nível, adianta o estudo. Em 70% das empresas portuguesas, as políticas de viagens são definida pela administração contra apenas 12% das empresas onde é a direcção financeira que dita as regras para as deslocações dos seus trabalhadores. A existência de uma política de viagens interna é motivada, sobretudo, para um maior controlo de custos (26%) e para garantir a segurança dos colaboradores (20%).

De acordo com o barómetro da Travelstore, as relações com as subsidiárias continua a ser o principal motivo de viagem nas empresas portuguesas, logo seguida da formação (15%) e da participação em conferências e congressos (14%), duas rubricas que ganharam terrenos no ano passado, adianta o documento.

Na distribuição dos gastos em viagens, os custos com a aviação dominaram e aumentaram o seu peso em 2009 – de 51% em 2008 para 60% em 2009 – em detrimento dos gastos com a hotelaria (24%) e aluguer de automóveis (8%).

A queda na hotelaria é justificada, pelo presidente da Travelstore – American Express, com o recuo das tarifas dos quartos e com a estratégia das empresas em programar as viagens ao exterior com ida e volta no mesmo dia eliminando assim o custo da dormida. Em 2010, é esperado um regresso à normalidade com o crescimento do peso da hotelaria e o regresso da aviação à fasquia dos 50%, afirmou Frédéric Frère. As empresas nacionais fazem cada vez menos distinção entre as companhias aéreas tradicionais e as low cost.

O barómetro da Travelstore – American Expresss revela que 92% das companhias portuguesas admite o uso de low cost nas viagens dos seus trabalhadores e apenas 8% as proíbe. Para 2010, quase metade das inquiridas (44%) refere que vai aumentar o uso das low cost para o transporte aéreo dos seus funcionários e 54% diz que vai manter.

Em Portugal, a liberdade dos viajantes de negócios é mais restrita do que no resto da Europa com as empresas a exercerem um controlo superior sobre as despesas, formas de reserva ou escolha de hotel e transporte.

Metade das empresas em Portugal inquiridas no barómetro admite que dá uma autonomia reduzida aos seus trabalhadores em viagem, que contrasta com os 20% de média no resto da Europa. Uma autonomia parcial é concedida aos funcionários de 38% das companhias nacionais, contra 51% das congéneres europeias. O cartão de crédito mantém-se como o principal instrumento usado para controlar os custos das deslocações e aumentar a responsabilização do passageiro, sendo o método preferido de 55% das participantes no barómetro.

O crescimento do online nas viagens de negócios é outra das grandes tendências dos últimos anos. Embora ainda não seja o método dominante, hoje 47% das empresas já faz as suas reservas no website da agência de viagens com quem trabalha, contra 43% registados em 2008. E segundo o barómetro, quanto maior a dimensão da empresa, maior a utilização das ferramentas online. As inquiridas apontam a acessibilidade 24 horas como a maior vantagem do online, seguida da existência de um sistema de aprovação automático que agiliza o processo.

A oferta de serviço multicanal (offline e online) é também um factor determinante para a escolha de uma agência de viagens por parte de uma companhia para gerir as deslocações dos seus funcionários, refere o estudo da Travelstore.

Fonte Oje.pt

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